Fábrica Lumière

Este blog nasceu num café-bar chamado "Vertigo", em Lisboa. Pensámos logo que esse nome era um sinal... Só podia. Adoramos "fazer filmes", essa é que é a verdade! Mas inspiramo-nos sempre nos originais. Se a amizade morresse, sobraria inevitavelmente a paixão pela sétima arte que nos une.

março 15, 2005

Correspondente do enterior 2



Caro primo asdrúbal,

Espero que estas breves palabras o encontrem de boa saúde, assim como a todos os seus. Nós por cá bamos andando menos mal mas num chobe por nada. Os mais crentes, inclusivé já ofereceram coisas à Birgem Sua Santidade mas num tem dado em nada... A tia Birgínia Loureiro (num sei se está lembrado?), em desespero, quiz sacrificar a sua moçoila que é birgem (boa moça, por acaso) porque está a ber que se lhe bão as chibas todas. Coitada!

Ora bem, bamos ao que interessa. Mando-lhe mais esta prosa porque há um determinado assunto que tem bulido e transtornado a preocupação das pessoas aqui da aldeia. No outro dia, tibe de interbir porque o Chico da Aurora e o Manel Pesqueira (num sei se está lembrado deste dois?)estabam pegados debido ao assunto propriamente dito.

Para num deixar mais dúbidas, vou esclarecer o que se passa cum a afamada Fábrica Lumière. Ora bem, a referida fábrica num é do tal indivíduo Lumière e muito menos, a dita, produz lâmpadas.

Efectibamente, sempre hoube uma certa confusão, porque o que se passou foi que um indivíduo, num tempo muito traseiro, decidiu pegar na sua máquina (parece que era nobidade no momento) e fazer umas filmagens à hora de saída da fábrica, onde a maior parte das pessoas da aldeia trabalhaba. Cá está. Num há confusão possíbel porque todos sabemos que, a dita, pertence à família do Senhor Lourenço Picanho (num sei se está lembrado?) desde sempre. O que se passou, efectibamente, é que o filho do Senhor Ribeiro Picanho (deste num se debe lembrar!), o dono de então, enganou a filha do indibíduo, o da máquina, e vai daí, o dito, pegou na sua gerigonsa e filmou todas as pessoas que saíam da fábrica, num fosse ele, o malandro, ir disfarçado de operário e , assim, escapulir-se. O que é facto é que nunca chegou a desposá-la. No entanto, tempos mais tarde surgiu outro problema: debido ao nome do indibíduo (Lumière), ficámos com a fama que andábamos todos a fazer lâmpadas. Ora bem, num habia problema nenhum se não fossem os habitantes da aldeia bizinha (inbejosos por num trabalharem na dita) que nós andábamos todos a dar à luz! À custa disto já hoube umas marretadas e umas sacholadas bem assentes entre uns e outros. O problema é que, ebidentemente, nós num gostamos dessas modernices dos homens-sexuais e portanto, num admitimos tais insinuações! A saber, a fábrica faz interruptores eléctricos e portanto num sei onde está a confusão...

E prontos. Agora bou com a minha Maria ao doutor porque o raça da mulher não pára de se queixar com uma dor que lhe apoquenta as cruzes.

Do seu primo,
Godofredo Simplesmente

4 Comments:

At 11:04 da manhã, Blogger Amélie said...

Caro Asdrubal, isto de ter um primo que pode ser confundido com alguém que dá à luz é mesmo lixado...
Ainda bem que já foi desfeito o engano... :)

 
At 1:19 da tarde, Blogger Roxanne said...

Cuidado com as modernices Asdrubal, segue o conselho do teu primo...:-)

 
At 1:50 da tarde, Blogger Paz Kardo said...

Hehehe... Excelente!!! Deu para rir um bocado, obrigado por este bom momento Asdrubal... Continuem, que vão muito bem. Saudações Nómadas a todos e ao primo, inclusivé ;)
http://nomadasperdidos.blogspot.com

 
At 4:59 da tarde, Blogger AS said...

Eu cá por mim aproveitava esta imagem que o Asdrubal colheu para o nosso template... Não acham amigos? ;)

 

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