Fábrica Lumière

Este blog nasceu num café-bar chamado "Vertigo", em Lisboa. Pensámos logo que esse nome era um sinal... Só podia. Adoramos "fazer filmes", essa é que é a verdade! Mas inspiramo-nos sempre nos originais. Se a amizade morresse, sobraria inevitavelmente a paixão pela sétima arte que nos une.

março 02, 2005

Do nosso correspondente no enterior...



Caro primo asdrúbal,

Espero que estas palabras o encontrem de boa saúde assim cumo a todos os seus. Eu cá bou indo bem, graças a Deus! Fora uns aborrecimentos debido à moléstia que deu nas patas das galinhas que quase as ia lebando todas, mas em compensação a natércia, a baca, (num sei se estará recordado?) já pariu. Graças a Deus, é perfeitinho, o bezerro.

Bom. Bamos ao que interessa. Antes que me olvide, não lebe a mal o atraso das nutícias mas, aqui no enterior, o carteiro só passa uma vez por semana, apesar de eu ter mandado em correio azul. Enfim, bamos ao que interessa. Portanto, os Óscas são um grande acontecimento na nossa aldeia. E pergunta o primo: porquê? Ora, foi muito bem perguntado e digo-lhe que é debido à grande emigração que hoube, há uns anos atrás, para a América, inclusivé o Chico Maroito, o filho da tia Alzira Maroita (num sei se está lembrado?), trabalhou numa café onde o Clint ia buscar chá para a sua mãe. Enfim, há muntos anos atrás porque naquela altura, a senhora ainda tinha à volta de 150 anos. E portanto, cumo eu ia dizendo, percebemos todos bem o amaricano.

Ora bem. Bamos ao que interessa. Cumo é normal, ajuntou-se toda a aldeia na taberna do senhor Manel (deste deve lembrar-se porque é a única da aldeia) e foi uma coisa marabilhosa! É certo, que nem todos ficaram até à findança porque no dia a seguir, bem cedo, passa a carreira da fábrica onde toda a gente da aldeia trabalha. Todabia, ainda eramos para aí, uns três ou nove. Queria aprobeitar para mandar um abraço ao Zé Pchá, que não ficou até ao fim porque a dada altura entrousse-lhe uma fagulha, probiniente da lareira, pelo olho adentro e o moço já num teve mais sossego.

Ora bem. Bamos ao que interessa. Logo que iniciou a transmissão, hoube uma certa confusão entre os presentes quando apareceu o apresentador. Efectibamente, muntos pensaram que ele era aquela que chegou a ir para o conbento depois de bir da boáte (ou bice-bersa, peço desculpa pela cunfunsão mas já me baralho ultimamente mas penso que saberá a quem me refiro!), depois de cortar o cabelo e de passar no doutor Tallone, mas como não se percebia as piadas do moço, bimos logo que não era ela.

Bom, para abreviar a coisa (já agora aprobeito para lhe perguntar a quem me devo derigir para receber a importância debida do gasto do correio azul?) ficámos munto contentes por saber que o filme bencedor foi o do Clint (já tinha dito que ele ia à loja onde trabalhou o Chico Maroito?) debido a que o boxe, aqui na aldeia, é um desporto munto popular. Portantos, o interesse no assunto é grande. E a moçoila, do Clint, afimbrava que num é brincadeira!

Bom, gostaba muito de cuntinuar mas debido ao facto de ter de ir com as chibas bem cedo, fico mesmo por aqui.

Do seu primo,
Godofredo Simplesmente

1 Comments:

At 2:20 da tarde, Blogger Nilson Barcelli said...

Bim aqui puxado pela Gabriela.

Num cunhecia o bosso blogue e fiquei deberas impressionado cum a bossa capacidade para falar de cinema.
Gustei particurlarmente cumo tu abordas a questãonhe do Clint, proque eu tãobenhe bou a tascas ber a coisa.

És do Pôrto carago?
Eu num sou, mas quase...

Parabéns e um abraço.

 

Enviar um comentário

<< Home