Fábrica Lumière

Este blog nasceu num café-bar chamado "Vertigo", em Lisboa. Pensámos logo que esse nome era um sinal... Só podia. Adoramos "fazer filmes", essa é que é a verdade! Mas inspiramo-nos sempre nos originais. Se a amizade morresse, sobraria inevitavelmente a paixão pela sétima arte que nos une.

Março 31, 2005

Janela Indiscreta 14



Das estreias desta semana Bride and Prejudice , para nós A Noiva Indecisa, encheu-me o olho.
Porquê?

1º - porque é um musical;
2º - porque guardo boas recordações de Bollywood, como o divertido East is East ou o mais recente Bend It Like Beckham (que até é da mesma realizadora);
3º - porque a maior parte do filme se passa na India;
4º - porque tem Naveen Andrews (acreditem em mim, ele ainda vai dar que falar se lhe derem papéis de jeito), que foi Kip, o desarmador de minas do "Paciente Inglês" e que podemos ver actualmente na série LOST;
5º - (para os rapazes) porque tem a Ashanti e mais duas ex-misses! (a miss India 93 e a miss mundo 94);
6º - porque o filme continua depois de acabar, com cenas do making-off (eu não gosto de me levantar logo da cadeira);
7º - porque a pimbalhice não é contagiosa (espero).

Março 30, 2005

Primeira Página 9

My name is Owen, Clive Owen
(ou mais uma acha para a fogueira...)



Segundo esta notícia parece que o rapagão da foto vai à frente na corrida...

O moço é giro, não dá para negar, mas tem traços rudes e é demasiado robusto. Não é que tenha que ser um James Bond franzino, mas tem é que exalar charme por todos os poros mesmo vestindo uma "t-shirt-branca-de-cavas-à-la-estivador" ou um "fato-macaco-sujo-de-óleo-à-la-mecânico".
Façam o teste, visualizem o vosso James Bond nessas figuras e vejam se eles mantêm o charme. Mas atenção, charme é uma coisa e sex appeal é outra...bem diferente por sinal. E quando falamos em 007 falamos necessariamente em charme, basta pensar nos produtos que se associaram à imagem do famoso espião.
Não sou especialmente apreciadora de loiros, mas acho que já era tempo de haver outro "James Blonde" para além do Roger Moore, por isso mantenho o voto e a fé no Jude Law.
Ah, claro...o Jude passou no teste do charme.

Março 29, 2005

A minha vida dava uma série ...

Sempre me fascinaram as séries policiais, criminais e de investigação.


No início dos anos 80, vivendo ainda a inconsciência tranquila dos meus 10 ou 11 anos, fazia a primeira aproximação ao crime, aos polícias e aos ladrões pela mão segura de “Balada de Hill Street”. Não se podia começar melhor! Alguém consegue esquecer a azáfama da esquadra liderada pelo capitão Furillo e as suas duplas fantásticas Joe & Lucy, Bobby Hill & Renko e La Rue & Washington. E a extravagância que era ficar à espera da “sensual” cena final, protagonizada por Furillo e a sua amante Drª Joyce (a defensora dos pobres e oprimidos).



Nos anos 90, a esquadra do capitão Furillo já tinha fechado portas e chegava Twin Peaks e a morta Laura Palmer. Nunca uma morte rendeu tantos episódios. Mas eu estive lá todas as noites, com fidelidade quase canina, sem pestanejar, e sem alma que me acompanhasse no visionamento deste enredo tenebroso. Valeram todos os minutos de respiração contida e todos os barulhinhos que eu achava que ouvia no curtíssimo trajecto que unia a sala e o quarto.



No baú também já estão guardados os Ficheiros Secretos (Chris Carter). Esforcei-me imenso por imitar a pronúncia exótica da agente Dana Scully, numa tentativa, que se revelou completamente frustrada, de atrair o Fox Mulder e descobrir com ele uns “homenzinhos verdes”.



Agora delicio-me com Crime Sob Investigação, mas sou selectiva. Só me interessa a equipa de Las Vegas, a primeira, a original. Bem, sendo absolutamente sincera, a minha atenção cola-se em Gil Grissom. Já me viciei naqueles olhos azuis cintilantes e inteligentes, naquele olhar que capta tudo, mas deixa escapar tão pouco da sua alma. Até faz arrepiar … e não é de medo !!

Janela Indiscreta 13



Nunca se esperou tanto por um...vilão

Foi "orgásmica", diz Hayden Christensen, a experiência de usar pela primeira vez o capacete negro de Darth Vader. O momento, recorda Rick McCallum, foi acompanhado por todos quantos estavam nas filmagens: "Avisei a Fox que iríamos começar a filmar às 16h. Nesse dia, apenas 600 pessoas deveriam estar no "set", mas, às 15h, 1500 pessoas estavam à porta do estúdio. Quando o Hayden entrou vestido de Darh Vader, não se ouvia nada. As pessoas estavam petrificadas."
"Acho que ainda não estou bem consciente de que eu sou o Darth Vader", diz Christensen, que não era nascido no ano de estreia (1977) de "A Guerra das Estrelas" - nasceu em 1981. Com o reconhecimento conquistado pelo seu papel na saga intergaláctica mais famosa da história do cinema, Christensen está resignado a ser conhecido para o resto da sua vida como o actor que fez de Darth Vader. "É óbvio que vou estar para sempre associado a Darth Vader e Star Wars. Cool...".

Barreira Invisível 5

The Assassination Of Richard Nixon

"My name is Sam Bicke and I consider myself a grain of sand on this beach called America... If I am lucky, the action that I am about to take will show the powerful that even the least grain of sand has in him the power to destroy them."



O filme começa com "a ruptura" deste homem e depois leva-nos até à fase "à beira da ruptura" para podermos perceber o seu contexto. Está certo. É do contexto que se quer falar e não do acto propriamente dito. Um argumento tendencioso mas coerente e uma realização discreta mas eficaz marcam a estréia de Niels Mueller.

Sam Bicke é um homem demasiado idealista que atinge um limite emocional demasiado frágil. Don Cheadle (o melhor amigo) e Naomi Watts (a ex-mulher) são as vozes da razão e do bom senso que Sam não consegue ouvir, isolado que está na sua própria angústia e vitimização. Bicke é patético, é triste, é atormentado, é obssessivo, é perigoso mas é sempre humano. Não chegamos a simpatizar com ele ou a solidarizarmo-nos com a sua história, mas nunca deixamos de ver nele um ser humano para ver um monstro.

Sean Penn mostra a arte da representação pura e dura, num filme em que aparece em quase todas as cenas e que disse ter odiado fazer.
"Eu nunca gostei muito de actuar, mas há raras ocasiões em que não é tão doloroso. Mystic River foi muito bom. Mas era um processo diferente, era uma personagem diferente e havia muitos outros actores carregando o filme. Portanto havia tempo para descansar e equilibrar as coisas. Eu adoro saber que fiz esse filme, mas odiei fazé-lo. Estou muito orgulhoso do resultado, mas acho que foi o filme mais difícil que já fiz."

Março 28, 2005

Barreira Invisível 4



Saí da sala verdadeiramente desconsolada depois de ver Birth.
Se há coisa que me angustia no cinema é ver uma boa ideia ser completamente arruinada. Neste caso, com a reencarnação não se brinca, nem com uma actriz como Nicole Kidman a servir de cabeça de cartaz num filme pretensiosamente mal filmado, mal escrito e mal conduzido. Isto não se faz.
É como prometer um doce a uma criança e depois dar-lhe um prato de brócolos.
Tivessem servido a ideia original ao Shyamalan e ele teria arquitectado a mais bela ementa cinematográfica dos últimos tempos. A ideia? Magnífica. Uma bela viúva que não ultrapassou a morte do marido encontra-se ao fim de dez anos noiva de um antigo apaixonado, quando um miúdo de dez anos aparece na sua vida afirmando ser uma reencarnação do seu falecido e muito amado marido...
A partir daí Birth poderia ter sido uma bela obra de arte. Não é. Dá-me ideia que o realizador, Jonathan Glazer, foi buscar inspiração a uns quantos realizadores e depois fez uma espécie de "bolo dos tolos", uns planos à la Oliveira, uns cortes à la M. Night, umas penumbras à la Lynch, uns olhares à la Amenabar... Desconexo, orfão de ADN, falso na maneira como nos dirige para um vácuo de simbolismo avulso.
É pena.

Março 24, 2005

Óscares e Twins num post só!

Aqui as semelhanças são evidentes e têm a marca de Ada Nieves (a responsável pelo guarda-roupa do Pupcake Studio).



Março 22, 2005

Janela indiscreta 12

Et voilá ...



Está quase aí o filme francês que recebeu o título de “36 - Quai des orfèvres" (que é afinal a morada da Polícia Judiciária), e que chegou até nós com a tradução de “36 Anti-Corrupção”.

O filme, que estreou em França em Novembro de 2004, caminha de cabeça erguida para Portugal, tendo recebido oito nomeações para os “César 2005”, designadamente, nas categorias de: melhor filme, melhor realizador (Olivier Marchal) e melhor actor (Daniel Auteuil).


A acção passa-se em Paris. Perante a ameaça de um gang que actua com rara violência há vários meses, o director da Polícia Judiciária lança um desafio aos seus dois mais directos tenentes, Léo Vrinks (Daniel Auteuil) e Denis Klein (Gerard Depardieu). Aquele que fôr capaz de anular a actividade do gang será o seu substituto no cargo de director da PJ.
Léo e Denis, que já foram amigos, são agora adversários. Trabalham com equipas diferentes, têm métodos diferentes, mas no fundo, bem lá no fundo, o que eles disputam é uma mulher (toujours une femme). A “monalisa” chama-se Camille Vrinks (Valeria Golino). Certamente que se lembram dela ... era a Ramada do filme “Ases pelos Ares”.

Mary - Queen of Scots


A história da rainha católica da Escócia levada ao grande écran é um projecto que acompanho com alguma ansiedade porque Mary Stuart é uma personagem histórica que há muito tempo me interessa. Mas há outra razão de peso. Um dos produtores é Ridley Scott, o senhor de Blade Runner, Alien, Thelma & Louise e Black Hawk Down, só para mencionar os meus preferidos.

Sabe-se pouco até ao momento: o estúdio será a Warner Independent Pictures, o argumento está a cargo de Jimmy McGovern e Bryce Dallas Howard será Mary Stuart, uma "escolha-bingo" tendo em conta o seu desempenho em "A Vila" de M. Night Shyamalan. Este é mesmo o tipo de filme onde ela pode mostrar todo o seu talento (Vanessa Redgrave em "Mary, Queen of Scots" de 1971 foi nomeada para o Oscar e para o Globo de ouro de Melhor Actriz).

Então e o realizador? Sem ele não há nada, é como se nem sequer existisse projecto! A última notícia que li anunciava que as filmagens começariam já neste Março que está a acabar e continuava sem dizer quem se sentaria na cadeira de lona. Ridley Scott, o meu segundo realizador favorito, é o alvo das minhas preces e macumbas, das velas que acendo a um e a outro. Mas até agora nada e este suspense está a dar cabo de mim.

Quiz Show 2

(um post privadíssimo..)

Qual foi a primeira aparição de Sean Penn como actor?

Foi em 1974 na série "Uma Casa na Pradaria" (essa mesmo!) num episódio realizado pelo seu pai, Leo Penn.

Na cerimónia de entrega do John Steinbeck Award 2004, Peter Coyote perguntou ao homenageado Sean Penn se ele achava constrangedor ter tido o seu "debut" nessa série, ao que ele respondeu: "No, there was a real pretty blond girl on that show."
Só me resta investigar se seria a Mary Ingalls ou a Nellie Oleson.

Afinal, está tudo interligado... por esta é que não esperavam.
Nem eu!

Março 21, 2005

Twins 2

Segundo fontes secretas de Hollywood, estas sim são irmãs gémeas separadas à nascença.
Grace Jones e Bridget Nielsen:





Será que só eu é que vejo semelhanças?

Janela Indiscreta 11



White Noise

Este filme começa assim:
"White Noise - Fenômeno de Voz Eletrônica. A gravação de vozes e imagens dos mortos através de um aparelho receptor fora de sintonia. Identificado em 1939 e agora assunto de uma crescente pesquisa científica por todo o mundo, para finalmente...possibilitar a comunicação com os falecidos."

MEDO!!!!

Lembram-se do Tubarão? Que pôs muita boa gente a fugir das praias? Pois este White Noise já fez com que eu desligasse todos os rádios lá de casa da corrente (e no carro já só ouço cassetes!). Fiquei com pânico à estática!

É com o melhor Batman de todos os tempos, Michael Keaton (aqui meio alourado, à la Herman José). Trata de mensagens do além, registadas pelo ouvido humano na estática dos rádios mal sintonizados ou de imagens de mortos na estática das televisões.
No fim "sossega-nos" com o aviso de que apenas uma em cada 12 mensagens destas se têm verificado malignas...LIVRA!

Os meus James Bonds



Robbie Williams = Clown
Sean Connery = Esclerozado
Jude Law = Abichanado até dizer chega

Que nos resta????

Produto nacional...e o resto são conversas!

Março 20, 2005

Deus é brasileiro



Sempre me fascinou o Brasil, um fascínio que vai muito mais além da expressão “somos todos irmãos", que, pela excessiva repetição, se tornou tão vazia, tão alheada do verdadeiro sentimento que une Portugal e Brasil. Encontradas e aperfeiçoadas as “personalidades” de cada país, caem por terra os complexos, as inseguranças, e é tão bom poder ouvir e ver as maravilhas desse país tropical, que por ser tão grande nos chega tão diferente, tão eclético.
O cinema brasileiro foi uma boa descoberta com filmes como "Carandiru”, “Cidade de Deus”, “Abril Despedaçado” (com o astro Rodrigo Santoro). Mas é sobre “Deus é brasileiro” que vos quero falar.



“Deus é brasileiro” é uma comédia do realizador Carlos Diegues, natural de Maceió. E, como todas as comédias que são razoavelmente bem feitas, deixa-nos uma boa sensação no coração, e, sem ser pretensioso, deixa-nos a pensar na vida.
O Deus deste filme, muito bem entregue, quanto a mim, a António Fagundes, resolve tirar umas férias, cansado dos contínuos erros, pedidos e reclamações dos Homens. Mas para concretizar as suas férias celestiais precisa de encontrar um substituto, pelo que resolve procurá-lo no Brasil, um país tão ferveroso na fé e na religião. Na sua procura pelo substituto, Deus tem um guia, Taoca (Wagner Moura), um pescador que vê na sua aliança com Deus uma boa oportunidade para solucionar os seus problemas.
A interpretação de Wagner Moura não ficou pequena ao lado do "Deus" Fagundes, embora depois da sua interpretação em Carandiru, tudo fique a saber a pouco.


Não sendo um filme excelente, nem inovador, tem uma fotografia extraordinária e um calor que chega a ser palpável.

Março 18, 2005

Agora é que dizem...

Bem, a Roxanne e a Sony Hari não concordam com o Robbie para James Bond...

A Roxanne quer este:




A Sony acredita na versão 007, ao Serviço de Sua Majestade no Lar:



PS - Para a próxima façam valer os vossos direitos e não me lixem o post...

Twins 1

Inauguro a rubrica "Twins - Separados à nascença, reunidos em Hollywood" com Leonardo diCaprio e Benicio del Toro.
Para além de terem ambos uma preposição em língua estrangeira no meio do nome, também partilham o mesmo olhar à matador!


Havia de ser lindo...

Penn, Fiennes, Roberts Top Choices for Casablanca (Jul. 7, 1997)

"A Casablanca remake is in the works, and the project's screenwriter is letting his casting choices be known. Writer Michael Walsh tells Newsday columnist Liz Smith that Sean Penn is his choice to fill Humphrey Bogart's shoes as Rick. Walsh would also like to see Ralph Fiennes in the role of Laszlo the freedom fighter, and Julia Roberts as Ilsa, the role occupied by the incomparable Ingrid Bergman in the 1942 classic."

É pena que esta notícia seja tão antiga e que este projecto já não deva ir para a frente (mas eu ainda tenho esperanças…). Quanto à Julia Roberts parece-me claramente uma má escolha, até porque não me lembro da Ilsa ser mais alta que o Rick, era mais o contrário. Aproveito para sugerir Jamie Foxx para o lugar ao piano.
Agora, se há alguém que tem o mesmo ar sofrido e torturado do Humphrey Bogart é o Sean Penn, e estas fotografias mostram semelhanças que à primeira vista não veríamos, quanto mais não seja nas rugas da testa.

Março 17, 2005

Manifesto Anti-asdrúbal

O asdrúbal não presta.

Morra o asdrúbal - Pim!

Este é o nosso James Bond


A Fábrica aposta nele para 007. Hugh Grant também colhe alguns apoios. Como de costume, ninguém deve dar ouvidos aos Suspeitos. Mas era este.

" A cidade e o sexo..." Take 2



A chuva não parava de cair. Detesto sentir os pés molhados. Quando é assim, sinto que vou ficar doente rapidamente.

- Não bebo chá. Escusas de insistir! Vou pedir meio uísque… – olho fixamente para a Maldito Cinema para ver se consigo desmontar o seu ar eu-é-que-sei.
- Conta lá essa viagem a Milão, Sony! Os italianos são tão comestíveis como se fala? – pergunta a AS.
- Se com três pratos conseguimos conhecer a gastronomia de um país? São! – disse a Sony Hari com ar de malandra.
- Lá estás tu com a merda dos eufemismos. Ou são ou não são? Já agora, são avantajados? Estou farta de gajos com a piça pequena… - ri-se a Roxanne.
- Estou a ver que isso com o novo namorado está a correr bem, Roxanne!... – ri-se às gargalhadas a Maldito Cinema
- Desculpa lá! Estivestes lá uma semana e comestes três gajos? – pergunta a AS com os olhos semi-cerrados.
- Desculpa lá digo eu, AS! Quanto mais velha pior és de aturar e ainda por cima tens cá uma moral!... Os gajos são avantajados ou não? – pergunta a Lolita.

Não sei porquê voltei a gostar de Jameson. Deve ser porque dá um certo estatuto... Há-de ser mesmo essa merda que me vai valer! Sorrio para a Amélie enquanto ela tenta pela quarta vez que a ouçam. É sempre assim. Tenho dúvidas se nos nossos encontros mantemos diálogos ou se é um conjunto de monólogos... Lá estou eu, irra!

- Os italianos tratam com mais carinho as mulheres, essa é a grande diferença! - Amélie esbugalha os olhos para a Sony na tentativa que ela não se desbronque mais.
- O que vocês querem sei eu! – exclamo num tom alto e matreiro enquanto sinto o “fogo” reconfortante do resto da aguardente irlandesa pelo esófago abaixo.

Comunicado à População



Zissou

1 - O Team Zissou acaba de atracar na doca de Alcântara. stop
2 - A tripulação do Belafonte estará à vossa espera na maioria dos cinemas da capital. stop
3 - Os portugueses deram um nome ridículo à nossa expedição (Um Peixe Fora de Água), o que enfureceu o nosso comandante, o glorioso Steve Zissou. stop
4 - Saudações aquáticas. Fim

Primeira Página 8



Meninas, meninas (e outros!) :

O tipo comprou casa em Albufeira e eu tenho a morada.

AH AH AH AH AH!!!!!!!!

Aceito pagamentos em cartão de crédito, cheque, com-o-corpo e dinheiro.

Março 16, 2005

Reunião semanal

Caros colegas, companheiros, amigos, visitantes e afins,

A reunião semanal terá presente três novos convidados: A Lasanha do Lidl e os seus acompanhantes o Sr. Pão de Alho e a Madame Baguete de Ervas.
O local é caseiro e estarei à vossa espera de braços e DVD abertos!

Até mais logo!

Barreira Invisível 3

Sideways



Quando andamos a enganar-nos a nós mesmos, nada melhor que um verdadeiro amigo para nos mostrar a imagem que não queremos ver no espelho.



Uma história "aparentemente" simples sobre ambições falhadas, desilusões e amizade, com o travo agri-doce do fim da juventude.

Alexander Payne faz um belíssimo trabalho na realização. Podemos sorrir várias vezes, é verdade, mas o humor em Sideways, tal como em "As Confissões de Schmidt", está carregado de desencanto. Para quem gosta do género tragi-comédia, este é um nome a reter. Eu já o fiz.

Num filme bastante consistente em termos de interpretações, a nomeação ao Oscar de melhor actor secundário para Thomas Hayden Church é mais do que merecida (na minha opinião até mais que a nomeação de Virginia Madsen). Destaque também para a fotografia e para a banda sonora.

Sideways termina sem grandes redenções ou lições de moral e principalmente sem forçar os "rumos" das personagens principais, num final que é, mais uma vez, "aparentemente" simples.

Nota: Continuo a impressionar-me com a facilidade com que os americanos conseguem dizer tudo o que lhes vai na alma para uma "answering machine". Também em Sideways o final não seria o mesmo se não fosse essa capacidade de se declarar, de pedir desculpas, de falar de sentimentos para uma máquina.

Março 15, 2005

Correspondente do enterior 2



Caro primo asdrúbal,

Espero que estas breves palabras o encontrem de boa saúde, assim como a todos os seus. Nós por cá bamos andando menos mal mas num chobe por nada. Os mais crentes, inclusivé já ofereceram coisas à Birgem Sua Santidade mas num tem dado em nada... A tia Birgínia Loureiro (num sei se está lembrado?), em desespero, quiz sacrificar a sua moçoila que é birgem (boa moça, por acaso) porque está a ber que se lhe bão as chibas todas. Coitada!

Ora bem, bamos ao que interessa. Mando-lhe mais esta prosa porque há um determinado assunto que tem bulido e transtornado a preocupação das pessoas aqui da aldeia. No outro dia, tibe de interbir porque o Chico da Aurora e o Manel Pesqueira (num sei se está lembrado deste dois?)estabam pegados debido ao assunto propriamente dito.

Para num deixar mais dúbidas, vou esclarecer o que se passa cum a afamada Fábrica Lumière. Ora bem, a referida fábrica num é do tal indivíduo Lumière e muito menos, a dita, produz lâmpadas.

Efectibamente, sempre hoube uma certa confusão, porque o que se passou foi que um indivíduo, num tempo muito traseiro, decidiu pegar na sua máquina (parece que era nobidade no momento) e fazer umas filmagens à hora de saída da fábrica, onde a maior parte das pessoas da aldeia trabalhaba. Cá está. Num há confusão possíbel porque todos sabemos que, a dita, pertence à família do Senhor Lourenço Picanho (num sei se está lembrado?) desde sempre. O que se passou, efectibamente, é que o filho do Senhor Ribeiro Picanho (deste num se debe lembrar!), o dono de então, enganou a filha do indibíduo, o da máquina, e vai daí, o dito, pegou na sua gerigonsa e filmou todas as pessoas que saíam da fábrica, num fosse ele, o malandro, ir disfarçado de operário e , assim, escapulir-se. O que é facto é que nunca chegou a desposá-la. No entanto, tempos mais tarde surgiu outro problema: debido ao nome do indibíduo (Lumière), ficámos com a fama que andábamos todos a fazer lâmpadas. Ora bem, num habia problema nenhum se não fossem os habitantes da aldeia bizinha (inbejosos por num trabalharem na dita) que nós andábamos todos a dar à luz! À custa disto já hoube umas marretadas e umas sacholadas bem assentes entre uns e outros. O problema é que, ebidentemente, nós num gostamos dessas modernices dos homens-sexuais e portanto, num admitimos tais insinuações! A saber, a fábrica faz interruptores eléctricos e portanto num sei onde está a confusão...

E prontos. Agora bou com a minha Maria ao doutor porque o raça da mulher não pára de se queixar com uma dor que lhe apoquenta as cruzes.

Do seu primo,
Godofredo Simplesmente

Janela Indiscreta 10



Assault on Precinct 13 - 2005

Mito Urbano 1: Filme de gajos aos tiros uns aos outros é...filme para gajos
Mito Urbano 2: Um remake fica sempre a milhas do original
BULLSHIT!!!!

Na verdade, devo confessar que eu pensava assim. Aliás, nem me dei ao trabalho de investigar o que quer que fosse sobre este remake (que chega às nossas salas já em Abril). E porquê? Duas palavrinhas apenas: John Carpenter.
Eu juro que andava ainda na primária, o filme era "não aconselhável a menores de 18", numa altura em que os porteiros pediam MESMO o BI à porta. De mão dada com o papá, e depois de muita insistência com o porteiro, lá assisti...a esta orgia de carne perfurada por balas, uma carnificina non-stop, numa época em que ainda nem se sonhava com recordes de mortes por minuto (quais Rambo quais Comando, quais carapuça!).
O filme, o segundo na carreira do Mestre, era, desde logo, quase um remake: uma assumida homenagem a Rio Bravo de Howard Hawks.
Quase 30 anos depois, a nova versão está, desde já...no meu Top 5 de 2005, logo a seguir a Saw (mesmo mesmo a morder-lhe os calcanhares!).

Ficha rápida: Jean-François Richet realiza, com a ajuda de 3 pesos ultra-pesados, Ethan Hawke, Laurence Fishburne e Gabriel Byrne.
Porque é que é melhor que o original? A ousadia de alterar as linhas mestras do primeiro, sem exageros, mas com uma dose brilhante de criatividade.
Está lá a mesma velha esquadra, nº13, a um dia de fechar portas. Desta vez o Sargento é branco (Hawke) e o condenado mau-como-as-cobras é negro (Fishburne). O golpe de mestre reside na mudança de papéis dos invasores. Desta vez, no lugar do exército de drogados em transe, armados até aos dentes, Richet oferece-nos a elite da polícia nova-iorquina, ou seja, uma brigada inteira de operações especiais, todos corruptos, liderados por Gabriel Byrne, com uma única missão: eliminar Fishburne antes que este os entregue a todos em tribunal e já agora, os restantes ocupantes da esquadra por serem testemunhas incómodas.

Temos então uma velha esquadra sitiada na noite de ano novo, que devido a um tremendo nevão, recebe um grupo de prisioneiros indesejáveis só por uma noite. A esquadra iria fechar no dia seguinte, por isso não tem telefones, não tem armas e só tem o Sargento de serviço, mais um velho polícia à beira da reforma (regresso de Brian Dennehy) e duas civis.
Quando as coisas começam a aquecer, o sargento vê-se obrigado a armar os prisioneiros e as duas mulheres, com tudo o que tiver à mão que possa fazer mossa (neste caso, sangue).
Oito pessoas contra uma brigada de elite, com óculos visão-nocturna e toda a parafernália high-tech que se possa imaginar. O que falta? AH! Mais um secundário de luxo, John Leguizamo como prisioneiro junkie latino e...duas mulheraças de todo o tamanho! Maria Bello, (a loura dona do Coyote Bar) e...Drea de Matteo!! Essa mesmo! a Adriana dos Sopranos, com metro e meio de pernas escondidas por uma mini-mini-saia, a transpirar sexo por todos os lados, ao mesmo tempo que despacha inimigos a tiro ou à facada.
Tem romance? Era para ter, porque há sedução marota entre Hawke e uma das mulheres (não digo qual), mas o realizador tem uns "cojones" de todo o tamanho ao "assassinar" o par romântico, com a eliminação (execução, é mais o termo) de um dos apaixonados.

Vale por Laurence Fishburne, mais cool que um esquimó a mijar cubos de gelo (isto é elogio) mas fundamentalmente por Ethan Hawke, dos meus favoritos desde Gattaca, Training Day ou dos obrigatórios Before's (Sunrise e Sunset), que mete todos os Jude Laws, Phoenixs e Clive Owens da moda, no bolso. Até à próxima, que vou ver isto outra vez!

Março 14, 2005

O prémio 3



(29 de fevereiro de 2004 - Sean Penn)

Sim, eles estão mesmo todos de pé.
Sim, também eu sozinha em casa te aplaudi de pé, com o mesmo vigor de quem estava lá.
Por mais cerimónias dos Oscars que assista, por mais ovações que veja, sinceramente não acredito que volte a sentir uma emoção tão forte como a que senti no momento desta foto.
Ainda hoje, arrepio-me só de olhar para ela.

Nota 1: É o que dá rever o Mystic River.

Março 11, 2005

Não fui eu mas bem podia ter sido...


Jude Law

A fotógrafa britânica Sam Taylor-Wood é cá das minhas. Ela foi a autora da exposição Crying Men, exibida na galeria londrina White Cube de 29.10.04 a 04.12.04. Foram vários os actores de cinema que aceitaram chorar à frente da sua objectiva e o resultado é surpreendente. São retratos intimistas e registos individuais de fragilidade, vergonha, melancolia, vulnerabilidade, desespero e tristeza. Todos no masculino.


Tim Roth, Willem Dafoe, Jude Law, Dustin Hoffman, Woody Harrelson, Ben Stiller, Forest Whitaker, Kris Kristofferson, Steve Buscemi, Gabriel Byrne, John Leguizamo, Ed Harris, Robin Williams, Philip Seymour-Hoffmann, Laurence Fishburne, Sean Penn, Jude Law, Paul Newman, Hayden Christensen, Benício del Toro e Robert Downey Jr., entre outros.


Entrada na galeria por aqui.
(Clicar em Launch Popup, depois Skip Intro, clicar em Programme - White Cube, depois em Past no lado direito, e por fim em Sam Taylor-Wood no lado esquerdo).


Sean Penn

Março 10, 2005

Janela Indiscreta 9

Beyond the sea



Para corações que batem ao som da música e para românticos incuráveis.
Para quem gosta de histórias verídicas de "gente feliz com lágrimas".
Para fãs dos anos 60 em geral, ou de Bobby Darin e Sandra Dee em particular.
Para quem sonha acordado com o que está "beyond the sea".

"Somewhere beyond the sea
she's there, watching for me
If I could fly like birds on high
then straight to her arms
I'd go sailing...

It's far beyond the stars
it's near beyond the moon
I know beyond a doubt
my heart will lead me there soon
..."


Fila de Casting...

Também já começaram as selecções para a personagem Lúcia em adolescente. Depois de sondarem alguns alunos universitários americanos as escolhas recaíram sobre:
Jenna Jameson e Kobe Tai




Em relação à sua personagem de infância os produtores estão muito inclinados para Macaulay Culkin que, segundo dizem os entendidos, com uma peruca morena tem muitas semelhanças com a "pastorinha portuguesa".



Fila de casting ...

Ainda a respeito do filme que Mel Gibson quer realizar sobre os três pastorinhos de Fátima, avançamos com a notícia de que Liz Taylor e Joan Collins já estão na corrida para o papel de Lúcia (na idade madura)!!



Que ganhe a melhor!

Março 09, 2005

Janela Indiscreta 8

Robots



Dos mesmos realizadores da Idade do Gelo, Robots estreia no nosso país a 17 de Março e conta com a participação de Mel Brooks, Evan McGregor e ainda de Halle Berry, Drew Carey, Jamie Kennedy, Amanda Bynes e do não menos famoso Robin Willians.
A história tem como personagem principal um jovem robot, Rodney, que constrói outros robots para fazer do mundo um lugar melhor. Rodney, desde muito jovem, deseja conhecer Big Weld (voz de Mel Brooks), o maior inventor de todos os tempos. Quando ele finalmente consegue chegar ao seu destino, descobre que Big Weld foi misteriosamente substituído por Ratchet, um ditador no melhor estilo Hitler. Agora cabe a Rodney destruir os terríveis planos de Ratchet.
Mais uma animação em 3D que promete levar às salas de cinema miúdos e graúdos. Eu vou e não ganhei o concurso dos óscares...por isso é a PAGAR!

Março 08, 2005

Primeira Página 7



Nicole Kidman vai dedicar-se à produção de filmes
A australiana Nicole Kidman assinou um contrato de três anos com a Blueprint Films de Nova Iorque para produzir filmes para esta companhia independente de cinema. A actriz, vencedora de um Óscar, realizou em 2003 o filme «In the Cut» de Jane Champion. Agora, diz que deixar a representação pode ser uma hipótese para poder dedicar-se com mais empenho à caridade e ao teatro.

In Diário Digital, 08.03.05

Será que a actriz, considerada, quanto a mim injustamente, uma pedra de gelo, pensa ter esgotado já todas as suas magníficas capacidades dramáticas no grande ecrã? Será que está com medo de não sair em glória? Eu acho que esta Nicole sofre muito por detrás de todo o seu 'glamour'. Muito Satine...

Reunião em casa da Lolita (mais um recadinho aos Suspeitos, com licença dos leitores)

A Lolita está doente. Stop. Eu estou sem MSN. Stop. Eu estou sem tempo para telefonar. Stop. Lolita quer que reunião de amanhã seja na casa dela. Stop. Encomendamos pizza. Stop. Asdrubal está no Norte. Stop. Gosto de vocês. Stop.

Primeira Página 6

Onde são as inscrições para figurante?

Segundo este artigo Mel Gibson mostrou interesse em realizar um filme sobre as aparições de Fátima.
Vou já acender uma velinha para ele não perder o interesse, outra para que as filmagens sejam por cá e outra maior ainda para que eu consiga chegar perto do realizador.
O que vale é que sou uma mulher de fé.

Janela Indiscreta 7

Hitch - A cura para o homem comum



Num cenário que só podia ser a Nova Iorque de "Sexo e a Cidade", Alex Hitchens (Will Smith) é uma espécie de José Mourinho do amor, um "casamenteiro profissional" cujas tácticas resultam sempre em vitórias para os seus clientes do sexo masculino. No decorrer de um trabalho, Hitch conhece a jornalista Sara Melas (Eva Mendes) que para além de questionar os seus métodos pouco éticos vai abalar a sua visão cínica e comercial das relações amorosas.

A próxima vez que entrar numa sala escura será para ver Will Smith, actor e produtor desta comédia romântica, num papel que lhe assenta como uma luva. O realizador Andy Tennant, o mesmo de "A Diva da Moda" (Sweet Home Alabama - 2002), é uma promessa de qualidade e a participação de Kevin James, que conhecemos da série "Eu, ela e o pai" (The King of Queens), garante os momentos de humor.
Bem, sinceramente, a próxima vez que entrar numa sala escura será mesmo só para ver o Will Smith... (desde aquela cena da "fuga-em-boxers-no-meio-da-rua" no filme Perigo Público que comecei a vê-lo com outros olhos, muito mais gulosos).

Porque querer ver este corpinho em acção é uma razão tão válida como outra qualquer para ir ao cinema.
Damn, you look sexy!!!

Março 07, 2005

Janela indiscreta 6



Para os "amantes" de Tim Burton (lembro que o remake de "O Planeta dos Macacos" foi um acidente de percurso).

Poderão pensar que ainda é cedo para vos falar da mais recente proposta de Tim Burton, com estreia prevista para Setembro deste ano, mas acredito que vale a pena cultivar o desejo pelas coisas boas. Afinal, o que são uns meses para quem esperou um ano entre cada um dos episódios de "O Senhor dos Anéis"?

A janela indiscreta abre-se para "Corpse Bride", um filme de animação pouco convencional, como seria de esperar, cuja história se baseia num conto russo do século XIX.
Um jovem noivo, na sua caminhada de dois dias em direcção à cidade da noiva, resolve realizar, em jeito de brincadeira, o ritual de casamento, não sonhando que este seu acto iria fazer emergir da terra o corpo de uma noiva que, depois de ressuscitada, reclama os seus direitos de noiva.
Antevesse um peculiar "ménage à trois"...

Nota: Helena Boham Carter faz a voz da noiva ressuscitada e Johny Depp emprestou as cordas vocais ao requisitado noivo.



E Tudo o Vento Levou 3



The Right Stuff - 1983 / Once Upon a Time in America - 1984


A Fnac tem destas coisas. Um gajo estoira lá uns bons 10% do ordenado, logo depois de receber, e juramos a pé juntos fugir daquele lugar demoníaco durante todo o mês seguinte. O pior é ter de ir fazer aquelas compras de última hora ao Jumbo...que fica estrategicamente perto da Fnac...e depois é o bichinho dos DVD's a doer...enfim! Pra resumir, estes espertalhões têm um prazer sádico em nos acenar com edições especiais de dois discos, por uns números redondos de 11/12 euritos. Eu bem que ainda resisti uma vez...mas foi inútil.
Edições comemorativas dos 20 anos de The Right Stuff (com extras gulosos que nunca mais acabam) e de Once Upon a Time in America (um mísero documentário de extra, compensado com os 220 minutos originais de filme, nunca vistos na íntegra).

E já passaram 20 anos. É isto que me dói ao rever Os Eleitos. E mesmo assim até parece que foi à mais tempo.
Estava-se em 1983, eu e o resto do "gang" tínhamos todos 13 aninhos. Naquela típica fase do "um por todos e todos por um", tínhamos liberdade para sair à noite, o mais tardar até às 23 e picos. Entrámos na velhinha Incrível Almadense (hoje uma discoteca rasca) sem a menor ideia do que íamos ver, a não ser que era um filme de astronautas (escusado será dizer que desde tenra infância que as profissões de sonho de qualquer puto sempre foram, por ordem de magnitude: 1º Astronauta; 2º Polícia; 3º Bombeiro).
Nos velhos tempos em que os cinemas faziam intervalo, somando à grandeza épica do filme, toca a 1 da manhã e ainda nós estamos a vibrar com um tal de Chuck Yeagger (Sam Sheppard) a quebrar a barreira do som. As mães, essas, desesperavam, telefonavam umas às outras e tentavam obrigar os pais a correrem para a rua à nossa procura. Mil explicações depois, tenho a sensação que até hoje, nunca acreditaram verdadeiramente que nos atrasámos por causa daquele grande filme. O Ed Harris, já sem cabelo mas tão novinho. O Dennis Quaid, tão puto...e aqueles fatos magníficos e os foguetões. Venham mais vinte anos, que eu prometo lembrar-me outra vez.

Já o Era uma Vez na América, que é de 1984, devo-o ter visto logo no ano seguinte. Que foi a uma matiné, sózinho, isso lembro-me perfeitamente. Devo ter tido aulas só de manhã, não sei...
Sei que, agora que ponho os discos no DVD da sala, 20 anos depois, fico finalmente com duas certezas: Para mim, este filme sempre ficou à frente dos Padrinhos todos, em matéria de gangsters. Só agora, tantos anos depois, consegui compreender a história por ele narrada, no seu todo, tal como Sergio Leone a idealizou na altura, ou seja, com 3 horas e 40 minutos de filme!
Mas tiro outras conclusões divertidas...tais como o reencontro com um James Woods, em início de carreira, um "animal de palco" que abafa completamente um De Niro que, à data, já merecia honras de protagonista. No documentário vejo o Tarantino a confessar-se fã fanático deste tal Sérgio Leone, um homenzinho imensamente gordo, de cabelos e barba branca, com aspecto simpático de Pai Natal, que viria a falecer no fim desses anos 80. De repente associo-o à trilogia dos dólares, ao Clint, aos charutos, aos cowboys nos desertos espanhóis, às musicas lindas do Ennio Morricone.

Há 20 anos atrás, The Right Stuff ganhou 4 óscares e perdeu a estatueta de melhor filme para Laços de Ternura (Laços do quê...?!?!). No ano seguinte ganharia Amadeus, e Once Upon a Time in America era totalmente desprezado, sem uma única nomeação. Os cortes de fita brutais, impostos pelo estudio, reduziram os 220 minutos de Leone para 140, deixando-o uma manta de retalhos sem nexo. Com isto, perderia também Morricone, que assinou a sua melhor banda sonora de sempre. No documentário do 2º disco, James Coburn descreve-nos a última vez que esteve com Leone, num café em Roma. Leone, abatido e amargurado desabafou assim: "eles assassinaram o meu filme, James...cortaram-no aos bocados". Coburn responde-lhe: "monta-o tu próprio, Sergio, monta-o outra vez".

Janela indiscreta 5

Porque é que quero ir ver o Sideways?
Não é uma estreia e o filme deve estar quase a sair das salas de cinema, mas é uma expectativa.
Quero ir ver o Sideways porque:
primeiro - gosto de filmes de viagens;
segundo - gosto de um bom vinho (de preferência tinto);
terceiro - aborda a crise de identidade de dois amigos na casa dos quarenta (embora ainda me faltem alguns anitos para lá chegar é melhor ver como é que o pessoal lida com entrada nessa década);
quarto - ganhou o Óscar para melhor «Argumento adaptado»;
quinto.... blá, blá, blá...
Poderia escrever aqui dezenas de razões, mas todas elas se resumem isto: olhei para o cartaz, vi o trailler e tive vontade de ver o filme, pareceu-me ter sido feito para que eu o visse.

Vamos lá ver se não me enganei!

Março 05, 2005

Estão a ver aquele filme do João César Monteiro...

... escurinho, escurinho? Pois a questão é tão simples quanto isto: Ou pegamos ao serviço a sério, ou arriscamo-nos a ter este fim... Anda tudo a trabalhar e não sei mais o quê, a fazer horas extraordinárias, relatórios e afins, mas dar no duro, ir ao cinema, ver uns DVD's e outras coisas que puxam pelo corpinho ninguém quer. Está bonito isto.

Março 03, 2005

Primeira Página 5

Lisboetas, de Sérgio Tréfaut
Prémio Tóbis para o Melhor Filme Português, no 1º IndieLisboa

IndieLisboa
2º Festival Internacional de Cinema Independente de Lisboa
De 21 de Abril a 1 de Maio – Fórum Lisboa e Cinema King

A segunda edição do IndieLisboa reparte este ano as atenções entre a Argentina e a China.

Embora o anúncio da programação esteja marcado para o dia 21 deste mês, sabe-se já que haverá uma mostra de cinema argentino, pouco conhecido em Portugal, comissariada por Eduardo Antin, antigo director do Festival Internacional de Cinema Independente de Buenos Aires, que também estará presente em Lisboa.
Lucrecia Martel, Pablo Trapero e Lisandro Alonso são alguns dos realizadores argentinos com obras exibidas em Lisboa.
Para além da retrospectiva, será organizada uma mesa redonda com realizadores e críticos de cinema para debater o que há em comum entre os cinemas português e argentino.

Ao longo do IndieLisboa será também exibida uma retrospectiva integral da filmografia do realizador chinês Jia Zhang-ke (de quem em Portugal apenas conhecemos o filme "Plataforma"), que virá também ao Indie para a antestreia do seu mais recente "The World", que esteve em competição em 2004 no Festival de Veneza.

O segundo IndieLisboa decorrerá apenas meio ano depois da primeira edição e vê duplicado o apoio financeiro por parte do ICAM - Instituto do Cinema, Audiovisual e Multimédia, passando de 50 mil para 100 mil euros. O reforço orçamental permitirá à organização aumentar o valor monetário dos prémios para melhor longa-metragem (cinco mil euros) e melhor curta-metragem (2500 euros).
Serão ainda atribuídos prémios ao melhor filme português e à melhor fotografia numa obra nacional.

De acordo com a organização, este ano foram inscritos cerca de 700 filmes, "um número substancialmente superior" ao do ano passado.

Março 02, 2005

Óscares (20)


Deve ter sido esta a razão das muletas de Melanie:

Durante um ensaio da música para a cerimónia...
"António qué passa?"
"Me diz Cariño"
"Estais magoado?"
"Perquê cariño?"
"Te estoy oubindo gemer..."

E pimba... o gajo passou-se e atirou-a da escada!

Não, mas até vinha a calhar!

Se há por aí quem pense que estamos a ser patrocinados pelas distribuidoras ou pelas marcas de pipocas... ENGANA-SE!
Mas não era mal pensado... O dinheiro está caro.

A malta da Fábrica também sabe que o dinheiro só dá felicidade quando dá liberdade. Por isso, não se preocupem com a nossa integridadade e com a nossa ética. Só falamos do que queremos, como queremos e quando temos tempo.

Os Supeitos do Costume

Óscares (19)

Last, But Not Least...



Talvez um dia eu consiga ver os Oscars no mesmo fuso horário que os convidados, a horas decentes e antes de jantar. E talvez consiga mesmo pisar um pedacinho da "red carpet". Nesse dia, a groupie que habita em mim e me leva a fazer as mais tristes figuras, ficará finalmente realizada. Só espero que o futuro me reserve melhores galas do que esta última para a realização do sonho, com tudo o que tenho direito:

- quero um cenário em condições, ao melhor estilo da Broadway e que não seja sempre a mesma cantora a fazer os números musicais (a não ser que seja a Babs).
- quero o Billy Cristal, o melhor anfitrião de todos os que conheço.
- quero que o tradicional filme das homenagens póstumas seja emotivo e poético, ao contrário do deste ano (até os clips de "melhores-momentos" do BB eram superiores), além de ser totalmente imperdoável a falta de destaque à partida de Marlon Brando.
- quero de volta os clips dos cinco nomeados para melhor filme a passar ao longo da cerimónia.

Mas apesar de tudo não considero que tenha sido uma directa perdida, valeu a pena andar a "teclar com a cabeça" no dia seguinte só para ter visto:

- o "Lose Yourself" do Eminem (Oscar de Melhor Música no ano passado) ser a música escolhida para acompanhar a montagem inicial dos filmes intemporais.
- o Dustin Hoffman e a Barbra Streisand a apresentar o Oscar de Melhor Filme (a "diva" é sempre a "diva").
- o Leo e a Gisele lindos e juntos outra vez (o meu casal favorito da noite, adoro o género "junta-separa-junta-separa").

Do nosso correspondente no enterior...



Caro primo asdrúbal,

Espero que estas palabras o encontrem de boa saúde assim cumo a todos os seus. Eu cá bou indo bem, graças a Deus! Fora uns aborrecimentos debido à moléstia que deu nas patas das galinhas que quase as ia lebando todas, mas em compensação a natércia, a baca, (num sei se estará recordado?) já pariu. Graças a Deus, é perfeitinho, o bezerro.

Bom. Bamos ao que interessa. Antes que me olvide, não lebe a mal o atraso das nutícias mas, aqui no enterior, o carteiro só passa uma vez por semana, apesar de eu ter mandado em correio azul. Enfim, bamos ao que interessa. Portanto, os Óscas são um grande acontecimento na nossa aldeia. E pergunta o primo: porquê? Ora, foi muito bem perguntado e digo-lhe que é debido à grande emigração que hoube, há uns anos atrás, para a América, inclusivé o Chico Maroito, o filho da tia Alzira Maroita (num sei se está lembrado?), trabalhou numa café onde o Clint ia buscar chá para a sua mãe. Enfim, há muntos anos atrás porque naquela altura, a senhora ainda tinha à volta de 150 anos. E portanto, cumo eu ia dizendo, percebemos todos bem o amaricano.

Ora bem. Bamos ao que interessa. Cumo é normal, ajuntou-se toda a aldeia na taberna do senhor Manel (deste deve lembrar-se porque é a única da aldeia) e foi uma coisa marabilhosa! É certo, que nem todos ficaram até à findança porque no dia a seguir, bem cedo, passa a carreira da fábrica onde toda a gente da aldeia trabalha. Todabia, ainda eramos para aí, uns três ou nove. Queria aprobeitar para mandar um abraço ao Zé Pchá, que não ficou até ao fim porque a dada altura entrousse-lhe uma fagulha, probiniente da lareira, pelo olho adentro e o moço já num teve mais sossego.

Ora bem. Bamos ao que interessa. Logo que iniciou a transmissão, hoube uma certa confusão entre os presentes quando apareceu o apresentador. Efectibamente, muntos pensaram que ele era aquela que chegou a ir para o conbento depois de bir da boáte (ou bice-bersa, peço desculpa pela cunfunsão mas já me baralho ultimamente mas penso que saberá a quem me refiro!), depois de cortar o cabelo e de passar no doutor Tallone, mas como não se percebia as piadas do moço, bimos logo que não era ela.

Bom, para abreviar a coisa (já agora aprobeito para lhe perguntar a quem me devo derigir para receber a importância debida do gasto do correio azul?) ficámos munto contentes por saber que o filme bencedor foi o do Clint (já tinha dito que ele ia à loja onde trabalhou o Chico Maroito?) debido a que o boxe, aqui na aldeia, é um desporto munto popular. Portantos, o interesse no assunto é grande. E a moçoila, do Clint, afimbrava que num é brincadeira!

Bom, gostaba muito de cuntinuar mas debido ao facto de ter de ir com as chibas bem cedo, fico mesmo por aqui.

Do seu primo,
Godofredo Simplesmente

Março 01, 2005

Hoje à noite na TVI...

... Vão aparecer uns tipos disfarçados de "OS SUSPEITOS DO COSTUME".

De abusos destes temos nós de estar à espera. Somos uns alvos potenciais de clonagem, giros (e modestos) que somos.

Ainda assim, se puderem e se tiverem pachorra para os intervalos da TVI, não percam.