Fábrica Lumière

Este blog nasceu num café-bar chamado "Vertigo", em Lisboa. Pensámos logo que esse nome era um sinal... Só podia. Adoramos "fazer filmes", essa é que é a verdade! Mas inspiramo-nos sempre nos originais. Se a amizade morresse, sobraria inevitavelmente a paixão pela sétima arte que nos une.

novembro 23, 2005

Flight Plan ou Pânico a Bordo

Estive mais ou menos três semanas a preparar a chegada de Flight Plan e sobretudo de Jodie Foster. Se bem se recordam, a última aparição “à séria” da Srª Foster aconteceu em 2002 com um filme onde o pânico, segundo tradução portuguesa, era também a palavra de ordem (Sala de Pânico, do realizador David Fincher). Sou uma fã de Foster desde que a vi em "Silêncio dos Inocentes" (1991). Clarice Starling foi uma interpretação genial.
Jodie é inconfundível nos seus movimentos, na forma meio estranha como pronuncia as palavras, que parece reter entre os dentes, como se os maxilares estivessem colados.



Preparei terreno de algodão (tantos elogios a Foster) para agora deixar cair algumas pedras em cima de Flight Plan. Não está em causa propriamente o desempenho de Jodie Foster (Kyle), mas sim o argumento. Para quem não viu o filme e ainda quer ver. Ora vejamos, temos uma mulher perturbada pela morte do marido, que amava profundamente. Há também uma filha (Julia), que será a prova de sanidade mental de Kyle (Jodie Foster). Inicia-se uma viagem de avião, e na bagagem segue o caixão do marido de Kyle.



Os problemas começam quando a filha desaparece dentro do avião (não é no jardim zoológico ou no centro comercial!) e todos os ocupantes do avião, inclusive a tripulação, parecem duvidar da existência da criança (Julia). Estávamos, julguei eu, perante um grande filme de suspense. Mas tal não aconteceu. Depois de nos encherem a boca com rebuçados e gomas, deram-nos café puro e a parte final do filme, que podia e devia ser extasiante, orgâsmica, foi afinal um balde de água fria, precipitada, atrapalhada, como se o avião estivesse em queda livre. O americanismo saloio veio ao de cima e deixou-se ficar a boiar até aparecer o "The End".

1 Comments:

At 7:04 da tarde, Blogger Roxanne said...

Pois é, foi muita parra e pouca uva. E continuo a achar que falta um "certo" pedido de desculpas no final...Beijinho

 

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