Fábrica Lumière

Este blog nasceu num café-bar chamado "Vertigo", em Lisboa. Pensámos logo que esse nome era um sinal... Só podia. Adoramos "fazer filmes", essa é que é a verdade! Mas inspiramo-nos sempre nos originais. Se a amizade morresse, sobraria inevitavelmente a paixão pela sétima arte que nos une.

fevereiro 21, 2005

E Tudo o Vento Levou 2

A Lição de Tango (1997)


Quando vi pela primeira vez o filme «A lição de tango», de Sally Poter, enamorei-me do tango, do seu imaginário e da sua estética, enamorei-me da ideia de que afinal é possível deixar tudo para trás e lançarmo-nos numa nova vida. Dei-me conta de que afinal «burro velho aprende línguas»…

Sally (interpretada pela própria Sally Poter), uma realizadora que tenta recuperar-se da desilusão com o seu último filme, vai conhecer através de Pablo (Pablo Véron), um dançarino de tango, um mundo totalmente diferente, pautado por outro metrónomo, em ritmo 2/4.
Do seu primeiro encontro em Paris nasce um pacto: se Pablo conseguir fazer de Sally uma dançarina profissional de tango, Sally dará a Pablo o papel principal no seu próximo filme.
Pablo consegue transformar Saly numa «tanguera», mas quando Sally vai para Buenos Aires para iniciar o filme com Pablo, começam os problemas. «How do you follow when your instinct is to lead?»

«A lição de Tango» transforma-se efectivamente numa lição de vida, pois nasce do encontro entre a realidade e a ficção, entre a vida real de Sally Poter, que ao começar a ter aulas de tango deixou o projecto do filme que tinha em mãos para se lançar na aventura de fazer «A lição de tango», e o papel que ela encarna na tela. O filme é intricado e dolente como um tango. Fala de perdas, de encontros e de reencontros, de um amor difícil, que são as temáticas por excelência desta «canção» nascida em Buenos Aires. Fala também de força e coragem para mudar, fala de seguir o coração...

Confesso que quando vi o filme ele representou um impulso deveras importante na minha vida, e é por isso que vai ser para sempre um dos filmes da minha vida, apesar de saber que não me vou transformar numa «tanguera», sei que a possibilidade está sempre ali, ao virar da esquina…

Nota: Uma palavra também para a excelente Banda Sonora.

6 Comments:

At 10:56 da manhã, Anonymous Anónimo said...

No tango, como numa relação a dois, há sempre o que gosta mais de impôr o ritmo ... Bienvenue ma petite et douce Amélie

 
At 1:20 da tarde, Blogger Roxanne said...

Grandes lições, as do cinema...Beijinho e parabéns pela estreia.

 
At 1:23 da tarde, Blogger Ana Pinto Martinho said...

Obrigada pelo carinho...

 
At 3:11 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Não vi o filme, mas pela tua descrição já fiquei com vontade de o ver...

 
At 6:32 da tarde, Blogger Lolita said...

Bem vinda a bordo...beijos!

 
At 7:58 da tarde, Blogger Ana Pinto Martinho said...

Obrigada Lolita.

 

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